O que é WARSAW #
O Warsaw é um módulo de segurança bancária utilizado por diversos bancos brasileiros para aumentar a proteção durante o acesso ao internet banking pelo computador. Ele foi desenvolvido originalmente pela GAS Tecnologia, empresa que passou a integrar a Diebold Nixdorf, e atualmente sua tecnologia faz parte da Topaz/Stefanini.
Como ele funciona #
Quando instalado, o Warsaw executa um serviço em segundo plano que ajuda a proteger as transações bancárias. Entre suas funções estão:
- Detectar a presença de malwares bancários no computador.
- Ajudar a impedir o acesso a sites falsos (phishing).
- Verificar se o ambiente onde a transação está sendo realizada apresenta riscos de segurança.
- Proteger informações durante o acesso ao internet banking.
Por que ele permanece em execução? #
Diferentemente de uma extensão do navegador, o Warsaw funciona como um serviço do sistema operacional, iniciando junto com o Windows. Isso ocorre porque ele monitora continuamente o ambiente para identificar possíveis ameaças, mesmo quando o navegador não está aberto. Esse comportamento é um dos principais motivos das reclamações dos usuários.
O Warsaw é um vírus? #
Não. O Warsaw é um software legítimo utilizado por instituições financeiras. Entretanto, ele costuma gerar desconfiança porque:
- permanece ativo em segundo plano;
- pode consumir recursos do computador;
- interfere em componentes de rede e do navegador;
- em alguns casos causa lentidão ou incompatibilidades.
Posso desinstalá-lo? #
Sim. Porém, se o seu banco exigir o Warsaw para acesso pelo navegador, você poderá deixar de conseguir utilizar o internet banking no computador até reinstalá-lo. Muitos bancos hoje permitem realizar praticamente todas as operações pelo aplicativo para celular, dispensando o uso do módulo no PC.
Quando ele é necessário? #
O Warsaw costuma ser solicitado quando você acessa o internet banking de determinados bancos pelo navegador. Dependendo da instituição e do tipo de operação, ele pode ser obrigatório, enquanto em outras situações o acesso pode ocorrer sem esse módulo.
Quando o Warsaw detecta um software de acesso remoto em execução, o comportamento depende da política de segurança definida pelo banco que está utilizando o módulo. O Warsaw, por si só, não tem um comportamento único para todos os bancos.
Em geral, ele pode:
- Informar ao banco que há um software de acesso remoto ativo (como AnyDesk, TeamViewer, RustDesk, Supremo, etc.).
- Bloquear ou impedir o login no internet banking.
- Bloquear apenas operações sensíveis, como transferências, PIX ou alteração de dados cadastrais.
- Exibir uma mensagem solicitando que o usuário feche o programa de acesso remoto antes de continuar.
- Em alguns casos, apenas registrar o evento para análise de risco, sem impedir o acesso.
Como ele detecta? #
Os mecanismos exatos são proprietários, mas análises técnicas e documentação pública indicam que ele pode verificar, por exemplo:
- Processos em execução na memória.
- Serviços instalados no Windows.
- Drivers carregados.
- Bibliotecas (DLLs) injetadas em outros processos.
- Técnicas comuns de captura de tela, controle remoto ou injeção de código.
Ele não precisa que o programa de acesso remoto esteja sendo utilizado naquele momento; muitas vezes basta que o processo esteja em execução.
Ele encerra o software de acesso remoto? #
Normalmente, não. O Warsaw não costuma finalizar processos de terceiros. Em vez disso, ele comunica o resultado da verificação ao internet banking, e é o sistema do banco que decide se permite ou bloqueia a operação.
Como atender? #
Em computadores que utilizam o Warsaw ou outros módulos de segurança bancária, softwares de acesso remoto que permanecem em execução contínua, realizando monitoramento, inventário ou outras atividades em segundo plano, podem ser classificados como um fator de risco pelas políticas de segurança da instituição financeira.
Para esses cenários, a Master Remote disponibiliza o agente do tipo QS (Quick Support), desenvolvido para atendimento sob demanda. Nesse modelo, o agente permanece inativo até que o próprio cliente o execute para solicitar suporte, sem manter funcionalidades contínuas como monitoramento, inventário ou backup em execução.
Dessa forma, o técnico consegue prestar atendimento remoto quando autorizado pelo usuário, reduzindo a interferência com mecanismos de proteção bancária e preservando a privacidade do cliente durante o uso cotidiano do computador.
A utilização do agente QS não altera o funcionamento do Warsaw.
Saiba AQUI como gerar um agente do tipo QS

Gostou do artigo? Veja então as novidades em nosso SITE, compartilhe o artigo com seus amigos e siga a Master Remote no LinkedIn, Youtube, Instagram e Facebook. Além disso, aproveite para explorar outros artigos ao lado e fique por dentro das últimas novidades sobre tecnologia para atendimento ao cliente e cibersegurança.
VOCÊ PODE AINDA SE INTERESSAR POR: